A vindima começou cedo, ainda em 31 de dezembro. Logo no primeiro dia, cerca de 20 mil quilos deram o tom do que viria pela frente. Ao longo dos meses seguintes, o ritmo se manteve intenso, sustentado por condições que favoreceram o desenvolvimento dos vinhedos. Segundo o enólogo Ricardo Morari, a maturação ocorreu de forma equilibrada, com boa sanidade e potencial para vinhos de alto nível.
Esse cuidado no campo costuma aparecer na taça. No ano passado, a cooperativa somou mais de 70 medalhas em concursos internacionais, e a expectativa é que a nova safra mantenha esse padrão. Há um trabalho contínuo por trás desses resultados, que envolve assistência técnica e o manejo cuidadoso feito pelos produtores ao longo de todo o ciclo.
A diversidade também chama atenção. Foram cerca de 60 variedades de uvas recebidas, base para um portfólio amplo. Quase metade desse volume é de uvas viníferas, destinadas à produção de vinhos finos e espumantes. O restante segue para vinhos de mesa e sucos. Tudo isso vem do trabalho de cerca de 470 cooperados, distribuídos em municípios da Serra Gaúcha, que juntos cultivam aproximadamente 1,2 mil hectares.
No mercado pernambucano, a marca projeta um crescimento expressivo. A expectativa é encerrar o ano com aumento próximo de 35% nas vendas, reforçando a presença da cooperativa em um dos mercados mais estratégicos fora do Sul do país.
