Casa Alta traz, com exclusividade, para o Nordeste, a vinícola Herdade Grande

Por: Taciana Antunes, colaboradora

A ascendência portuguesa pode até ter influenciado positivamente minhas impressões sobre os vinhos produzidos na vinícola Herdade Grande, porém, seu elevado padrão de qualidade é inquestionável. A Casa Alta, atuando apenas há cerca de três meses como importadora e distribuidora de vinhos, trouxe com exclusividade ao Nordeste, essa descoberta imensamente feliz para os apreciadores da bebida. E foi em uma noite muito agradável em ótimas companhias, no Restaurante Tasquinha do Tio, no Recife, que o Verbo Comer pôde conferir de perto alguns dos produtos dessa vinícola portuguesa.

Na ocasião, esteve presente, para falar sobre os vinhos da sua casa, a enóloga e também uma das proprietárias da Herdade Grande, Mariana Lança. O sotaque lusitano provoca uma certa nostalgia e parece querer nos levar a conhecer mais o além-mar. E ninguém melhor que a própria Mariana para nos falar sobre a região de Vidigueira, no Alentejo português onde está localizada a propriedade agrícola de 350 hectares pertencente à sua família deste 1920; falar sobre a vinha e o olival lá produzidos e sobre os resultados primorosos que são os seus vinhos e azeites.

Durante o jantar, foram degustados quatro dos vinhos que são comercializados pela distribuidora, sendo dois brancos e dois tintos. O Monte das Talhas Branco, um vinho de entrada macio e fresco ao paladar, muito direto e que se revela uma personalidade marcante com seus 14% de graduação alcóolica. Elaborado com uvas colhidas a mão, com um bonito tom esverdeado, tivemos o Herdade Grande Branco Gerações. Percebemos no seu aroma as notas cítricas de frutas tropicais como o abacaxi e o maracujá. Verdadeiramente delicioso vinho branco que harmonizou lindamente com os tradicionais bolinhos de bacalhau do Tasquinha do Tio e com um impecável risoto de camarão.

Herdade Grande Tinto Reserva.
Partimos para os tintos com o Monte das Talhas Tinto Reserva, um senhor muito distinto e elegante, com taninos e acidez bem equilibrados. Precisa respirar um pouco na taça para dissipar o álcool e a paciência trouxe ótimas recompensas. E para fechar com chave de ouro nossa experiência, tivemos o prazer de conhecer o Herdade Grande Tinto Reserva. Servido em um decanter depois de cerca de duas horas de aberto, um procedimento indispensável para que ele se revele em todo o seu potencial. Premiado, da excelente safra de 2011, este Reserva poderoso, com notas de baunilha e especiarias, explica porque a Casa Alta escolheu a Herdade Grande entre tantas vinícolas portuguesas.

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