Alta qualidade dos vinhos sul-americanos no World Wine Experience.

Por: Taciana Antunes, colaboradora
Fotos: Gleyson Ramos

Uma hora e meia. Esse foi o tempo durante o qual me dediquei a mergulhar em uma experiência de aromas e de sabores surpreendentes encontrados nos vinhos apresentados na World Wine Experience. Uma hora e meia para passear por países que produzem hoje alguns dos melhores vinhos do mundo – Chile, Argentina e Uruguai. E cada minuto valeu muito a pena, pois a alta qualidade esteve evidente a cada momento.

O festival de degustação aconteceu na quinta passada, dia 12 de abril, no Restaurante Amadeu, no bairro de Boa Viagem, no Recife. Foi uma noite chuvosa que combinou perfeitamente com o evento que foi muito bem frequentado pelos amantes de vinhos. Dos 32 rótulos apresentados entre brancos, rosés e tintos, muitos premiados, acredito que consegui degustar uns 20 produtos das cinco vinícolas presentes.


Os vinhos brancos, para mim, são enjoativos e eu, descaradamente, os evito. Neste evento, entretanto, perdi meu preconceito com os brancos ao experimentar o Altosur Reserve Sauvignon Blanc 2016, da argentina Finca Sophenia. Seu sabor mineralizado é refrescante e puro. Simplesmente, delicioso. O sommellier Orlando Guimarães Jr. estava fazendo as honras desta vinícola e me apresentou ainda ao Synthesis The Blend 2014, discreto porém de forte personalidade, meio licoroso, este foi o produto mais elaborado e caro apresentado pela Sophenia no festival.


A gerente Comercial na América Latina da Odfjell, Claudia Yaksic, trouxe os produtos da linha orgânica desta vinícola chilena (adoro os vinhos chilenos), cultivados com práticas sustentáveis de vinificação. São suaves e de fácil degustação como o Armador Cabernet Sauvignon Orgânica 2015. Uma novidade para mim foi a uva Carignan que nunca havia provado. O Orzada Carignan Orgânico 2015 foi, com certeza, um dos destaques do evento. Um vinho encorpado e complexo, para paladares mais apurados.

Outra chilena presente foi a Vinã Tabalí que me conquistou com o Talinay Pinot Noir 2015, com um aroma marcante de ervas, já me surpreendeu só pelo seu cheiro verde. André Zangerolamo, sommellier dessa vinícola, de uma simpatia imensa, também me apresentou ao Vetas Brancas Reserva Especial Syrah 2014. A Syrah é uma das minhas uvas preferidas e este ganhou meu coração de aspirante a enóloga. Obrigada, André.

Das terras uruguaias, veio a Bodega Garzón, com rótulos exuberantes. Desta vinícola, me chamou a atenção o Garzón Single Vineyard Albariño 2016, mais um que me fez mudar meus conceitos sobre os brancos. Os toques cítricos e minerais desse vinho ficam na boca como um verdadeiro prêmio. A terceira chilena da noite foi a Vinã Bisquertt. Dos vinhos apresentados, experimentei e gostei do La Joya Gran Reserva Carménère 2016. Como já falei, os chilenos nunca me decepcionam. E os vinhos, em geral, são excelentes companhias seja para uma noite inteira ou para apenas uma hora e meia de degustação.

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